domingo, 27 de outubro de 2013

O mais procurado criminoso nazi faleceu sem julgamento

Tinha 98 anos e esteve no topo da lista dos mais procurados criminosos nazis da Segunda Guerra Mundial. Antes que o seu processo judicial chegasse ao fim, o húngaro Lazlo Csatary faleceu num hospital deBudapeste, no passado sábado, na sequência de uma pneumonia.
Csatary foi julgado à revelia em 1947, tendo sido condenado à pena de morte por crimes contra a Humanidade. Durante décadas esteve desaparecido. Foi descoberto em 1995, no Canadá, onde trabalhava como comerciante de arte. No entanto, conseguiu evaporar-se novamente. No ano passado, uma investigação jornalística britânica detetou-o na Hungria. Enquanto aguardava um novo processo, Csatary estava sob prisão domiciliária.
O antigo chefe do campo de Kosice, na atual Eslováquia, era considerado responsável por atos de tortura, execuções, e pela deportação de quase 16 mil judeus para os campos de concentração nazis.

Promotores recomendam julgamento de 30 antigos guardas de Auschwitz

Idade avançada dos suspeitos pode dificultar julgamento; 'Maior inimigo é o tempo', diz chefe de procuradoria

A entidade alemã que investiga crimes de guerra nazistas afirmou nesta terça-feira (3) que recomendou a abertura de processos contra dezenas de supostos ex-guardas de Auschwitz, levantando a possibilidade de uma nova onda de julgamentos quase 70 anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
AP
Chefe da Procuradoria de Ludwigsburg, Kurt Schrimm, em foto de arquivo
Kurt Schrimm, o chefe da Promotoria de Ludwigsburg, disse que uma investigação de 49 suspeitos colheu evidências suficientes para recomendar aos procuradores de Estados que julguem 30 deles por serem cúmplices de homicídios na Alemanha.
Outros sete suspeitos que vivem fora do país ainda estão sob investigação, dois não conseguiram ser encontrados, e um outro já tinha seu caso sendo tratado pela promotoria, segundo Schrimm. Aqueles que vivem fora da Alemanha estão na Áustria, Brasil, Croácia, EUA, Polônia e até Israel, disse Schrimm sem dar mais detalhes.
Provadora da comida de Hitler: 'Temíamos que fosse a última refeição'
Os nomes e as cidades natais dos suspeitos não foram divulgados. Schrimm disse que o suspeito mais velho nasceu em 1916 e o mais novo, em 1926.
Os casos estão sendo enviados às promotorias responsáveis em 11 dos 16 Estados da Alemanha. Caberá a eles determinar se os suspeitos mais velhos - primeiramente homens, mas também mulheres - estão em condições de comparecer à corte e enfrentar indiciamentos. "O maior inimigo é o tempo", disse Schrimm aos repórteres.
Acusações de cumplicidade em homicídios podem ser apresentadas a partir da jurisprudência que o Ministério Público de Munique usou para julgar o ex-mecânico de Ohio John Demjanjuk, que morreu em uma enfermaria da Bavária no ano passado, enquanto aguardava um recurso por sua condenação em 2011 por ter trabalhado em um campo de extermínio em Sobibor, segundo Schrimm.
Demjanjuk, que nasceu na Ucrânia, foi o primeiro condenado na Alemanha apenas por ter trabalhado como guarda em um campo de concentração, sem nenhuma evidência de envolvimento específico em mortes.
Sob a nova jurisprudência, qualquer um envolvido na operação de um campo de concentração pode ser considerado um cúmplice. Demjanjuk afirmava que havia sido confundido com outra pessoa e que nunca havia trabalhado como guarda em um campo de extermínio.
Schrimm afirmou que até os guardas que trabalharam nas cozinhas dos campos de concentração desempenharam uma função em um local que existia com o propósito de matar pessoas em massa.
Ele afirmou que as condições de saúde dos suspeitos - e de possíveis testemunhas - podem dificultar que os julgamentos de fato ocorram. "Eu não quero criar expectativas excessivas", disse.
Os nazistas construiram seis campos de concentração principais, todos eles na Polônia ocupada: Auschwitz, Belzec, Chelmno, Majdanek, Sobibor e Treblinka. Cerca de 1,5 milhão de pessoas, a maioria judeus, foram mortas somente em Auschwitz entre 1940 e 1945.
O escritório de Schrimm agora está focado em outros campos de concentração, começando com investigações de toda a equipe que trabalhava em Majdanek. Ele afirmou que especialistas divulgariam resultados das investigações sobre este campo de concentração em seis meses.

Erich Priebke vai ser enterrado num local secreto


Erich Priebke, um cadáver que incomoda


sábado, 26 de outubro de 2013




Este é um vídeo sobre a rede de campos de concentração Auschwitz 
um dos mais tristes monumentos históricos da humanidade , neste lugar onde ouve tamanha crueldade , mais de 6 milhões de judeus foram mortos. 

Vejam a Reportagem abaixo !


domingo, 20 de outubro de 2013

Limpeza étnica : Definição e Opinião



Durante a segunda guerra na Alemanha nazista esse conceito surgiu da forma mais cruel possível a limpeza etica ou extermínio étnico , buscava um pais totalmente nacionalista com isso foi emposto pelo '' estado nazista '' que deveriam ser mortos e expulsos judeus , ciganos  , pessoas com deficiência liderados por  Adolf Hitler mataram aproximadamente  nove milhões de judeus que residiam na Europa antes do Holocausto, cerca de dois terços foram mortos.
Alguns estudiosos afirmam que o assassinato em massa de ciganos e de pessoas com deficiência deve ser incluído na definição do termo e alguns usam o substantivo "holocausto" para descrever outros assassinatos em massa feitos pelos nazistas, como o extermínio de prisioneiros de guerra e de civis soviéticos, poloneses e homossexuais.

Não há explicação para essa barbaridade que se passou na segunda guerra homens tinham fome de matar , assassinavam brutalmente pessoas '' de bom sem motivo algum somente pelo seu orgulho nacionalista ou interesses  políticos da época não se importaram com a vida do seu próximo , quanto mais matavam mas queriam...    

A limpeza étnica é a remoção ou eliminação de determinados grupos étnicos numa região. As migrações forçadas podem ser um tipo de limpeza étnica, se alvejarem um povo específico. A limpeza étnica não deve ser confundida com o genocídio. A limpeza étnica é semelhante a deportação forçada ou transferência da população enquanto que genocídio é o assassinato intencional de parte ou da totalidade de um determinado grupo étnico, religioso ou nacional. A resolução 1674 do Conselho de Segurança da ONU condena a limpeza étnica e determina a responsabilidade do Conselho de proteger civis em conflitos armados.



Civis sendo expulsos



quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Milhões de Judeus mortos

A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL NA EUROPA



Durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha invadiu grande parte da Europa empregando uma nova tática denominada “Blitzkrieg” (guerra relâmpago). Esta estratégia envolvia um grande número de aviões, tanques e unidades de artilharia agindo em conjunto. Enquanto as forças terrestres alemães rompiam as defesas inimigas em uma faixa estreita de terra, sua força aérea bombardeava as laterais e costas dos adversários para evitar que eles pudessem fechar um cerco em torno dos invasores. Assim, os alemães cercavam as tropas inimigas por partes, obrigando-as a se renderem.

Usando a Blitzkrieg, a Alemanha derrotou a Polônia (atacada em setembro de 1939), Dinamarca (abril de 1940), Noruega (abril de 1940), Bélgica (maio de 1940), Holanda (maio de 1940) Luxemburgo (maio de 1940), França (maio de 1940), Iugoslávia (abril de 1941) e Grécia (abril de 1941). No entanto, apesar de tentar, a Alemanha não conseguiu derrotar a Grã-Bretanha, apesar de pesado bombardeio, pois aquele país estava protegido de um ataque terrestre pelas águas do Canal da Mancha.

As forças alemãs atacaram a União Soviética em junho de 1941, avançando mais de 965 km em direção aos subúrbios de Moscou. Uma segunda ofensiva, em 1942, levou os soldados alemães até as margens do rio Volga e à cidade de Stalingrado [atual São Petersburgo]. Apesar disto, a União Soviética, juntamente com a Grã-Bretanha e os Estados Unidos (que havia entrado na guerra contra a Alemanha em dezembro de 1941), conseguiu mudar os rumos da contenda.                                                                                                          

A Batalha de Stalingrado, no leste do território soviético, foi um ponto decisivo para esta reviravolta. Após sua derrota em Stalingrado, no inverno de 1942-43, as tropas alemãs tiveram que fugir através de um longo caminho de volta, e em abril de 1945, as forças soviéticas invadiram Berlim. No dia 6 de junho de 1944 (conhecido como o “Dia D”), no oeste europeu, mais de dois milhões de soldados aliados iniciaram seu desembarque nas praias da Normandia, França. Em julho, partiram da Normandia rumo ao agressor, continuando o ataque a Alemanha. Em março de 1945, as Forças Aliadas cruzaram o rio Reno, avançando até o centro da Alemanha.


A Alemanha nazista rendeu-se aos Aliados em maio de 1945.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Livro revela horrores sobre bordéis em campos de concentração na Alemanha Nazista

Embora não muito conhecido, nunca foi realmente um segredo o fato de que os nazistas mantinham bordéis em campos de concentração. Um pesquisador alemão reuniu informações sobre o assunto e publicou um livro a respeito.


Bordéis eram criados para 'incentivar' trabalhadores forçados
Das KZ Bordell (O bordel do campo de concentração) vem sendo festejado como o primeiro relato detalhado acerca de um capítulo pouco conhecido da história do nazismo durante a Segunda Guerra Mundial. O volume de 460 páginas, de autoria de Robert Sommer, é resultado de uma pesquisa minuciosa sobre todos os 10 ex-campos de concentração onde os nazistas mantiveram bordéis entre os anos de 1942 e 1945.
O livro é baseado em numerosas entrevistas com pequenos grupos de sobreviventes. De acordo com Sommer, os oficiais da SS eram convencidos de que os trabalhadores forçados se empenhariam mais se lhes fosse prometida a possibilidade de fazer sexo.
"As mulheres que eram recrutadas para esses bordéis vinham em sua maioria dos campos de concentração de Ravensbrück e Auschwitz", diz Sommer. Segundo o pesquisador, aproximadamente 70% destas mulheres eram alemãs. As demais vinham da Ucrânia, Polônia e Belarus.
                                                "Indesejáveis" socialmente
Depois de um no campo austríaco de Mauthausen, em 1942, a SS abriu mais 10 bordéis, sendo o maior deles em Auschwitz (hoje Oswiecim, na Polônia), onde trabalhavam cerca de 21 prisioneiras. O último bordel foi aberto no início de 1945, ano em que a guerra chegou ao fim.
Sommer estima em 200 o total de prisioneiras forçadas a trabalhar em bordéis, inicialmente atraídas pela perspectiva de escaparem das brutalidades dos campos de concentração. A promessa de liberdade, no entanto, nunca era cumprida, revela Sommer.
Auschwitz (foto) e Ravensbrück: recrutamento de prisioneiras obrigadas a se prostituírem
"A grande maioria destas prisioneiras forçadas a se prostituírem nos campos de concentração eram mulheres rotuladas pelos nazistas de 'socialmente indesejáveis' ou 'antissociais'. Mas não havia nenhuma judia entre elas e nenhum judeu era admitido entre os frequentadores destes bordéis", explica o pesquisador.
Os prisioneiros de guerra soviéticos também não tinham permissão para entrar nesses bordéis. Dezenas de milhares de soldados capturados, prisioneiros políticos e pessoas consideradas indesejáveis pelos nazistas – incluindo aquelas da etnia rom e os homossexuais – eram mantidos nos campos de concentração ao lado dos milhões de judeus que morreram no Holocausto.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Texto encontrado após a Segunda Guerra Mundial, em campo de concentração nazista.



Prezado Professor, sou sobrevivente de um campo de concentração. Meus olhos viram o que nenhum homem deveria ver. Câmaras de gás construídas por engenheiros formados. Crianças envenenadas por médicos diplomados. Recém-nascidos mortos por enfermeiras treinadas. Mulheres e bebês fuzilados e queimados por graduados de colégios e universidades. Assim tenho minhas suspeitas sobre a Educação. Meu pedido é: ajude seus alunos a tornarem-se humanos. Seus esforços nunca deverão produzir monstros treinados ou psicopatas hábeis. Ler, escrever e saber aritmética só são importantes se fizerem nossas crianças mais humanas.

Holocausto : Opinião


A crueldade era tamanha na Alemanha nazista o sanguinário líder , Adolf Hitler matando sem piedade os judeus , não só ele como pessoas deficientes e ciganos essa mortes se deu através do que os nazistas chamaram de   programa sistemático de extermínio étnico, ou ainda , A limpeza étnica é semelhante a deportação forçada ou transferência da população enquanto que genocídio é o assassinato intencional de parte ou da totalidade de um determinado grupo étnico, religioso ou nacional. 








HOLOCAUSTO


Campo de concentração Nazista

O campo de concentração surgiu no século XVIII, e tinha como destino os prisioneiros de um determinado conflito, que ali ficavam agrupados em separado de outros tipos de detentos comuns. Na Alemanha Nazista, porém, o campo de concentração assumiu um novo uso, mais drástico e horrendo, que de certa forma acabou até por alterar o significado de seu próprio nome.De fato, várias das ideias dos integrantes do partido nazista, todas as mais obscuras e negativas acabaram por ser aplicadas no interior de seus campos, antes e durante a Segunda Guerra Mundial. Prova disso é que não se noticiava o que acontecia por detrás de seus muros, nem mesmo para a população alemã em geral.Assim, os campos de concentração passaram a ser utilizados como estratégia de domínio de grupos étnicos, dissidentes políticos e das diversas minorias indesejáveis ao Estado. Criados desde os primeiros dias do regime nazista (o primeiro foi Dachau, em 1933), neles ingressavam compulsoriamente os judeus, ciganos, políticos oposicionistas, especialmente anarquistas e comunistas, minorias religiosas como Testemunhas de Jeová e homossexuais, todos expostos a tratamento desumano, trabalhos extenuantes, experiências médicas bizarras, e, em último caso, execução nas câmaras de gás ali presentes.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Campos de Concentração

Havia um tipo de campo, porém, os chamados campos de extermínio (embora essa classificação não seja independente, pois todos os campos tinham programas de execução de seus internos), a maioria deles localizada na Polônia, cujo objetivo era exterminar seus internos quase que diretamente, sem maiores cerimônias. Muitos destes campos foram utilizados no programa nazista conhecido como “Solução Final”, que consistia no extermínio total dos judeus de áreas conquistadas.Com o início da Segunda Guerra, os campos passaram a receber também todo tipo de prisioneiro de guerra das áreas onde os nazistas avançavam. Pior, mais campos foram sendo construídos fora da Alemanha, sendo os mais conhecidos os campos de extermínio da Polônia. Eles existiram, porém, nas Ilhas do Canal da Mancha, Noruega, Países Baixos, Sérvia, Itália, Moldávia, Bélgica, França, Ucrânia, Croácia, Letônia, Lituânia, Bielorússia, Áustria, República Tcheca e Estônia. Milhões de pessoas foram aprisionadas e submetidas a todo tipo de abuso nos campos nazistas. Só nos campos de extermínio, sob a administração das SS, os alemães e seus colaboradores mataram cerca de 2.700.000 de judeus. Apenas uma pequena parte dos prisioneiros que lá foram colocados conseguiu sobreviver. Os campos nazistas exerceram tamanha influência no imaginário coletivo que, desde então, qualquer estrutura designada para receber prisioneiros de guerra, ao invés de ser chamada como deveria de fato, de campo de concentração, recebe nomes eufemísticos, como “campos de internamento”, “campo de remanejamento”, etc.





domingo, 15 de setembro de 2013

Auschwitz-Birkenau

Auschwitz-Birkenau é o nome de uma rede de campos de concentração localizados no sul da Polônia operados pelo Terceiro Reich nas áreas polonesas anexadas pela Alemanha Nazista, maior símbolo do Holocausto perpetrado pelo nazismo durante a Segunda Guerra Mundial. A partir de 1940, o governo deAdolf Hitler construiu vários campos de concentração e um campo de extermínio nesta área. A razão direta para sua construção foi o fato de que as prisões em massa de judeus, especialmente poloneses, por toda a Europa que ia sendo conquistada pelas tropas nazistas, excediam em grande número a capacidade das prisões convencionais até então existentes.1 Ele foi o maior dos campos de concentração nazistas, consistindo de Auschwitz I (Stammlager, campo principal e centro administrativo do complexo); Auschwitz II–Birkenau (campo de extermínio), Auschwitz III–Monowitz, e mais 45 campos satélites. 
Por um longo tempo, Auschwitz era o nome alemão dado a Oświęcim, na Baixa Polônia, a cidade em volta da qual os campos eram localizados. Ele tornou-se novamente oficial após a invasão da Polônia pela Alemanha em setembro de 1939. "Birkenau", a tradução alemã para Brzezinka (floresta de bétulas), referia-se originalmente a uma pequena vila polonesa que foi destruída para que o campo pudesse ser construído.
Em 27 de abril de 1940, Heinrich Himmler, o Reichsführer da SS, deu ordens para que a área dos antigos alojamentos da artilharia do exército, no local agora oficialmente nominado Auschwitz, ex-Oświęcim, fosse transformada em campos de concentração. No complexo construído, Auschwitz II–Birkenau foi designado por ele como campo de extermínio e o lugar para a Solução final dos judeus. Entre o começo de 1942 e o fim de 1944, trens transportaram judeus de toda a Europa ocupada para as câmaras de gás do campo.O primeiro comandante, Rudolf Höss, testemunhou depois da guerra, no Julgamento de Nuremberg, que mais de três milhões de pessoas haviam morrido ali, 2.500.000 gaseificadas e 500.000 de fome e doenças. Hoje em dia os números mais aceitos são em torno de 1,3 milhão, sendo 90% deles de judeus. Outros deportados para Auschwitz e executados foram 150 mil poloneses, 23 mil ciganos romenos, 15 mil prisioneiros de guerra soviéticos, cerca de 400 Testemunhas de Jeová e dezenas de milhares de pessoas de diversas nacionalidades. Aqueles que não eram executados nas câmaras de gás morriam de fome, doenças infeciosas, trabalhos forçados, execuções individuais ou experiências médicas. Em 27 de janeiro de 1945 os campos foram libertados pelas tropas soviéticas, dia este que é comemorado mundialmente como o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto, assim designado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, resolução 60/7, em 1 de novembro de 2005, durante a 42º sessão plenária da Organização.8 Em 1947, a Polônia criou um museu no local de Auschwitz I e II, que desde então recebeu a visita de mais de 30 milhões de pessoas de todo mundo, que já passaram sob o portão de ferro que tem escrito em seu cimo o infame motto "Arbeit macht frei" (o trabalho liberta). Em 2002, a UNESCO declarou oficialmente as ruínas de Auschwitz-Birkenau como Patrimônio da Humanidade.



( Interior de câmara de gás Auschwitz-Birkenau )

Campos de concentração e de extermínio na Segunda Guerra



Campos de concentração espalharam-se por toda a Europa, com novos campos sendo criados perto de centros de densa população, focando especialmente osjudeus, a elite intelectual polaca, comunistas, ou ciganos. A maior parte dos campos situava-se na área de Governo Geral
Campos de concentração para judeus também existiram na própria Alemanha e, apesar de os campos de concentração alemães não terem sido desenhados para o extermínio sistemático — os campos para esse fim situavam-se todos no Leste europeu, a maioria na Polónia —, muitos prisioneiros morreram por causa das más condições ou por execução.
Alguns campos, tais como o de Auschwitz-Birkenau, combinavam trabalho escravo com o extermínio sistemático.
À chegada a estes campos, os prisioneiros eram divididos em dois grupos: aqueles que eram demasiado fracos para trabalhar eram imediatamente assassinados em câmaras de gás (que por vezes eram disfarçadas com chuveiros) e seus corpos eram queimados, enquanto que os outros eram primeiro usados como escravos em fábricas e empresas industriais localizadas nas proximidades do campo.
Os alemães também organizavam grupos de trabalho auto-sustentáveis entre os prisioneiros para trabalhar na reciclagem dos cadáveres e na colheita de certos elementos (ver: Sonderkommando). Para alguns historiadores, os dentes de ouro eram extraídos dos cadáveres e cabelos de mulher (raspado das cabeças das vítimas) antes de entrarem nas câmaras incineradoras. Acreditam eles que esses produtos eram reciclados da seguinte forma: o ouro, fundido e usado na confecção de jóias; os cabelos, tecidos em tapetes e meias, usados para enchimento de casacos.

Depósito de embalagens vazias do gás venenoso usado para matar os detentos e pilhas de cabelos raspados de suas cabeças são guardadas no museu deAuschwitz II.
Cinco campos — Belzec, Chelmno, Maly Trostenets, Sobibor, e Treblinka II — foram usados exclusivamente para o extermínio.